A Prefeitura de Campo Grande tem plano preliminar com meta para começar a vacinar contra a covid-19 na próxima quarta-feira, dia 20 de janeiro. Contudo, por enquanto, na falta de diretrizes detalhadas do Ministério da Saúde e sem ao menos saber quantas doses serão enviadas para a Capital, a administração municipal “está no escuro”, admite a vice-prefeita, Adriane Lopes.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) tem planejada logística para a aplicação de vacina em cerca de 170 mil pessoas, que integram grupos considerados prioritários – profissionais da saúde, segurança e educação, além de idosos –, mas com o cancelamento da compra individual das 347 mil doses da CoronaVac tudo foi por água abaixo.

“Nós temos um pano preliminar, que ainda não está pronto porque não sabemos a quantidade de doses que vem e isso é importante para terminar”, afirma José Mauro Filho, o chefe da Sesau.

Nessa quinta-feira (14), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, reuniu-se por videoconferência com prefeitos e secretários de saúde, mas, segundo o secretário de Saúde, ficaram “faltando detalhes” para que os técnicos da Sesau consigam finalizar o planejamento.

Segundo Mauro Filho, o ministro prometeu que 8 milhões de doses – 2 milhões da AstraZeneca e 6 milhões do imunizante fabricado pelo laboratório chinês Sinovac em parceira com o Instituto Butantan – começaram a ser distribuídas para todo o País na próxima semana, mas não informou para onde as vacinas serão enviadas primeiro, as quantidades e quais critérios serão usados para escolher quem vai se vacinar primeiro.

“Há necessidade da informação da quantidade de doses que cada município vai receber. Na terça-feira [19 de janeiro], uma portaria deve ser publicada [pelo governo federal] sobre o público prioritário”, explica José Mauro.

O secretário afirma que as prioridades são profissionais da linha de frente, idosos e indígenas, mas esclarece que as secretarias precisam que o Ministério da Saúde defina quais profissionais serão priorizados, uma vez que na linha de frente, além de médicos, enfermeiros, também estão os motoristas de ambulância, o pessoal da limpeza e cozinha dos hospitais, por exemplo.

“O que são profissionais da linha de frente? Todo mundo, de quem atende o paciente ao agente funcionário. Todas as pessoas inseridas neste contexto [atendimento a pessoas com covid]. Por isso, há necessidade de definir quem é o publico alvo”, detalha.

Mauro Filho tem datas em mente para o início da primeira etapa de vacinação na Capital. “Havendo a aprovação do uso emergencial no domingo [a Anvisa fará reunião da diretoria para tomar uma decisão], na segunda ou na terça, prefeitura vai apresentar o plano de vacinação definitivo e na quarta, começa a vacinação em Campo Grande”.

A vice-prefeita não está tão otimista. “Estávamos numa expectativa muito grande para que o governo federal desse uma reposta. Sabíamos que esta primeira etapa seria limitada, mas o governo não repassou quantas doses vão ser. Estamos no escuro até o governo federal decidir”.

Adriane Lopes, que representou Marquinhos Trad (PSD) na reunião com Pazzuello, afirma que, contudo, “a prefeitura está com equipes preparadas e insumos disponíveis”. “Só aguardamos a chegada da vacina”. fonte Campo Grtande News